sábado, 5 de janeiro de 2008

Folia de Reis


Desde um dia após o Natal, o grupo se apresenta nas casas dos moradores e sempre à pedido dos mesmos, cantam e dançam por mais de uma hora, se a dona da casa tem guloseimas, comidinhas e bebidas, vão se servindo até o fim da cantoria e aceitam também ofertas em dinheiro. Foto tirada em dezembro 2007, em frente à casa de Helena Sabatini , prima de Malu Bonavigo, em Santo Antonio do Muqui no Espírito Santo.

Enquanto na Itália os preparatvos são para a chegada da Befana, no Brasil o mês de janeiro é saudado no dia 6 com o folclore das Folias de Reis. Data também para se preparar simpatia para atrair dinheiro ou mesmo para presentear quem foi esquecido no Natal. Folia de Reis é um festejo de origem portuguesa ligado às comemorações do culto católico do Natal que, mantém-se vivo nas manifestações folclóricas de muitas cidades, sobretudo da região Nordeste e interior de algumas cidades de São Paulo, Espírito Santo e Minas Gerais. Na cidade de Muqui, sul do Espírito Santo, acontece desde 1950 o Encontro Nacional de Folia de Reis, que reúne cerca de 90 grupos de Folias do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo. É o maior e mais antigo encontro de Folias de Reis do país. O evento é oganizado pela Secretaria de Cultura do Município e tem data móvel.

No Brasil a visitação das casas, que dura do final de dezembro até o Dia de Reis, é feita por grupos organizados, muitos dos quais motivados por propósitos sociais e filantrópicos. Cada grupo, chamado em alguns lugares de Folia de Reis, em outros Terno de Reis, é composto por músicos tocando instrumentos, em sua maioria de confecção caseira e artesanal, como tambores, reco-reco, flauta e rabeca (espécie de violino rústico), além da tradicional viola caipira e da sanfona.

Além dos músico instrumentistas e cantores, o grupo muitas vezes se compõe também de dançarinos, palhaços e outras figuras folclóricas devidamente caracterizadas. Todos se organizam sob a liderança do Capitão da Folia e seguem rigorosamente os passos da bandeira, cumprindo rituais tradicionais de inquestionável beleza e riqueza cultural. As canções são sempre sobre temas religiosos, com exceção das tradicionais paradas para jantares, almoços ou repouso dos foliões, onde se realizam animadas festas com cantorias e danças típicas regionais, como catira, moda de viola e cateretê. Contudo ao contrário dos Reis da tradição, o propósito da folia não é o de levar presentes mas de recebê-los do dono da casa para finalidades filantrópicas, exceto, obviamente, as fartas mesas dos jantares e as bebidas.

Texto Redação do AI
Foto colaboração Malu Bonavigo



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