A presidenta chilena, Michele Bachelet, elogiou hoje o intercâmbio comercial entre Chile e Itália, que "duplicou nos últimos anos", ao final do seu encontro com o presidente italiano, Giorgio Napolitano. Bachelet destacou que, com a "abertura de diversos escritórios de empresas italianas, o Chile está praticamente se transformando em uma plataforma da Itália na América Latina". Segundo estatísticas divulgadas pela Direção Econômica do Ministério de Relações Exteriores do Chile, US$3,48 bilhões em produtos foram exportados para a Itália, enquanto as importações de produtos italianos somaram US$737,2 milhões.
O embaixador italiano no Chile assegurou que "mesmo frente ao forte desequilíbrio, a cifra das exportações italianas tem crescido constantemente nos últimos anos". O presidente da Câmara de Comércio Ítalo-chilena, Alberto Cordero di Montezemolo, declarou à ANSA que, em relação à maior parte das exportações chilenas (cobre, celulose, farinha e peixe), as circunstâncias refletem "o forte aumento de preços do mercado internacional sobre as matérias primas". Em contrapartida, "os produtos italianos estão penalizados pela forte valorização do ouro", o que dificulta a entrada de produtos em áreas dominadas pelo dólar", acrescentou. Montezemolo apontou a importância de qualidade e inovação tecnológica para os produtos italianos, pois "se no comércio de luxo não existem problemas e já somos líderes de mercado, é necessário, em contrapartida, mostrar nossas máquinas agrícolas, por exemplo, para desmontar velhos clichês a respeito da maior confiança naquelas provenientes de outros países, como Estados Unidos, Japão ou Alemanha".
Michele Bachelet enfatizou que "estamos trabalhando em um vasto plano de ação que reúna a vasta gama de problemas bilaterais" e destacou a importância da colaboração no setor energético. O setor da energia é especialmente estratégico, pois o Chile tem uma grande necessidade energética, para a qual a empresa italiana Enel prepara-se para assumir papel protagonista através do controle de 51% da empresa chilena Enap para o desenvolvimento da geotermia (que utiliza o calor de lençóis freáticos subterrâneos), o que ultrapassa o controle exercido pela empresa espanhola Endesa no país. Consultado pela ANSA, o responsável da Enel no Chile, Oscar Valenzuela, disse que "as buscas estão em andamento em todo o território nacional" e que este tipo de energia "limpa e renovável" poderá começar a ser desenvolvida entre 2011-2012. "Não é a solução dos problemas energéticos, mas será uma contribuição essencial", concluiu.
Da Ansa









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