O vice-chanceler italiano, Gianni Vernetti, reiterou hoje a posição favorável da Itália à proposta da União Européia (UE), que pretende enviar uma missão de monitoramento a Lhasa (capital do Tibete) e Pequim, para tentar abrir o diálogo entre as duas partes e colocar um fim à violência dentro do conflito. Durante um discurso na Comissão de Relações Exteriores do Parlamento Europeu, reunida para debater a crise na região, o vice-chanceler italiano disse que "a presença da troika da UE [ou seja, a atual presidência eslovena, a futura francesa e a presidência da própria Comissão] seria uma mensagem muito forte" dentro do conflito entre China e Tibete, e o governo chinês teria que receber uma missão de tal peso. "Hoje, acredito que é o momento para se conduzir ações fortes de pressão que permitam uma presença local da comunidade internacional, para uma operação de controle e que induza a China a uma abertura do diálogo com o Dalai Lama, um interlocutor idôneo e de grande moderação", disse Vernetti.
Segundo a Chancelaria da Itália, a melhor arma para atingir os objetivos de paz requeridos pela UE seria "enviar uma missão e esperar fatos concretos, antes da realização dos Jogos Olímpicos". Vernetti disse que "o fim imediato da violência é essencial, assim como o envio de observadores para monitorar o local e o início de um diálogo concreto entre a China e o líder espiritual tibetano". Nesta terça-feira, Vernetti recebeu o embaixador chinês na Itália, Sun Yuxi, para debater a proposta, a pedido do chanceler italiano, Massimo D'Alema. Na opinião do vice-chanceler italiano, boicotar os Jogos Olímpicos de Pequim não é uma alternativa válida e, a princípio, a Itália não participará de nenhuma ação neste sentido. Ainda que Vernetti tenha admitido que o país "não exclui ações posteriormente eficazes em respeito à China", o italiano mostrou-se duvidoso quanto à proposta do presidente do Parlamento Europeu, que sugeriu aos chefes de Estado boicotar a cerimônia de abertura das Olimpíadas. Para Vernetti, não é o momento de propor boicote aos Jogos de Pequim, mas de pensar em "ações fortes de pressão" sobre a China.
Da Ansa









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