quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Preso na Itália acusado de ser um dos principais líderes da máfia

Giuseppe Setola, considerado um dos 30 fugitivos mais perigosos da Itália e suspeito de ser o chefe do comando que assassinou seis africanos em setembro passado perto de Nápoles (sul), foi detido nesta quarta-feira pela polícia. "Trata-se de um duro golpe infligido à Camorra (a máfia napolitana)", comemorou o ministro italiano do Interior, Roberto Maroni, felicitando a magistratura e as forças da ordem.





Policiais guardam a casa de Giuseppe Setola, acusado de pertencer à máfia, nesta quarta-feira (14) em Trentola Ducenta, no sul da Itália. (Foto: AFP)
Giuseppe Setola, 38 anos, que já havia conseguido escapar dos policiais dois dias atrás passando por um túnel secreto, foi detido nesta quarta-feira em Mignano Montelungo, na região de Nápoles, segundo a agência Ansa. Ele estava armado no momento de sua detenção, e tentou fugir pelo teto quando os policiais chegaram.Outras duas pessoas que estavam com ele também foram detidas, segundo a mesma fonte.Segundo a Ansa, ele tinha uma fratura no pulso sofrida durante sua fuga de segunda-feira, quando utilizou um túnel cavado sob seu esconderijo para escapar pela rede de esgoto.Membro do clã dos Casalesi, um dos mais sanguinários da Camorra, Setola era procurado por vários homicídios, entre eles os de seis imigrantes ganeses, assassinados por um comando armado em 18 de setembro no bairro de Castel Volturno, feudo da Camorra ao norte de Nápoles. Pelo menos quatro membros do comando foram detidos desde então.Os motivos do massacre de Castel Volturno ainda não foram elucidados. Os parentes dos africanos assassinados sempre negaram que eles estivessem envolvidos no tráfico de drogas.Uma autobiografia do Papa João Paulo II e um livro de investigação sobre a Camorra haviam sido encontrados em seu primeiro esconderijo.

AFP

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