segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Itália lança o primeiro dicionário da emigração

O primeiro "Dicionário da emigração italiana 1861-2011, história de uma semântica tricolor", foi apresentado em Roma na sala de conferências da Câmara dos Deputados.

O volume, que será publicado na Itália a partir de março de 2011, visa reunir "palavras, símbolos, sons e principalmente emoções de uma página particularmente importante da história italiana", informou Mina Capusso, autora do texto junto com Tiziana Grassi.

O dicionário será distribuído entre as várias comunidades italianas no exterior, a começar pela representação numerosa de Toronto, no Canadá.

Este texto "trasmite uma forte carga emocional e poderá ser um ponto de referência valioso para aqueles que, apesar da distância, mantém vivos os laços com nosso país", disse a ministra italiana da Juventude, Giorgia Meloni.

Em sua mensagem para a conferência de apresentação, Meloni destacou também a importância do dicionário como uma ferramenta para aqueles que se "identificam e se reconhecem no povo italiano".

Já o vice-ministro das Relações Exeriores, Vincenzo Scotti, considerou que "a emigração não precisa ser só uma lembrança, mas também uma reflexão".

"Este texto ajudará a entender uma parte fundamental da história italiana e a enfrentar os desafios futuros", acrescentou ele.

Nesse sentido, o vice-chanceler afirmou que a missão atual da Itália é "proteger nossa imigração e construir uma cidade da integração, enfrentando a nova emigração da sociedade globalizada".

O dicionário será apresentado na chancelaria italiana, no Palácio da Farnesina, por ocasião das comemorações pelos 150 anos da Unidade da Itália.

A obra foi encomendada antecipadamente no mundo inteiro e já está prevista sua divulgação nas escolas de língua italiana na Argentina, um dos países que tem o maior número de cidadãos de origem italiana. 
 
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Exame de italiano para estrangeiros residentes

Os estrangeiros que desejam obter visto de permanência na Itália (permesso di soggiorno), para residentes de longo prazo, terão que se submeter a partir do dia 9 a uma prova de conhecimento da língua italiana, de acordo com o decreto publicado em 4 de junho passado pelos ministros Roberto Maroni (Interior) e Mariastella Gelmini (Educação).

Para tanto, os estrangeiros interessados poderão enviar seu pedido para um endereço eletrônico específico do Ministério do Interior (www.testitaliano.interno.it) e serão convocados para a prova em até 60 dias.

O exame, esclareceram fontes oficiais, será realizado através dos meios informáticos, mas o estrangeiro também pode optar por fazê-lo pessoalmente.

A prova foi estruturada a partir da compreensão de textos curtos, frases e expressões de uso frequente no idioma italiano, e seu conteúdo, critérios de pontuação e duração foram estabelecidos de maneira uniforme por todo o país.
Para ser aprovado, o candidato deve conseguir pelo menos 80% da pontuação máxima. Se o resultado for positivo, o estrangeiro poderá então apresentar seu pedido de permissão de estadia na repartição policial pertinente que, após verificar os outros requisitos, emitirá o documento.

No caso do candidato ser reprovado, ele poderá solicitar a repetição do exame.
 

Nota do Ale'Italia

Peço desculpas aos leitores por não estar postando notícias no Blog diáriamente mas tão logo seja possível voltaremos a normalidade.

Leila Ossola

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Panetone

O panetone é um alimento tradicional da época de Natal de origem milanesa, do norte da Itália. Várias lendas tentam explicar a sua origem. O pão doce de natal possui fragância discreta de baunilha e recheio de frutas secas tais como damasco, laranja, limão, figo, maçã, cidra e a uva passa.

 
Uma antiga lenda diz que o panetone foi criado no século XVII por um padeiro da região da Lombardia chamado Toni que se apaixonou por uma moça e para impressionar seu sogro criou uma nova receita de pão recheada com frutas cristalizadas. Com o tempo esse pão recebeu o nome de "pao di toni" ou seja o pão do toni que atualmente é chamado de panetone .

Da Wikipedia

Scala, l'attesa per la «prima»

MILANO - Grande attesa a Milano per la tradizionale «prima» della Scala con «Die Walküre» di Richard Wagner. Alle 17 in punto il maestro argentino-israeliano Daniel Barenboim darà il via alle cinque ore di rappresentazione diretta dal regista belga Guy Cassiers, ma già dalle 15 fuori dal teatro ci sarà un presidio di lavoratori e artisti del mondo dello spettacolo, tra cui gli studenti dell’Accademia d’arte drammatica Paolo Grassi di Milano, per protestare contro i tagli alla cultura. Con loro alcuni testimonial d'eccezione: Paolo Rossi, Bebo Storti, Moni Ovadia, Toni Servillo, Andrée Ruth Shammah.

POLITICI E VIP - Tra il pubblico in sala saranno presenti naturalmente il presidente della Repubblica Giorgio Napolitano e alcuni ministri - Michela Vittoria Brambilla per il Turismo, Paolo Romani per lo Sviluppo con la figlia 15enne Lucrezia, mentre forse darà forfait Sandro Bondi per la Cultura -, il sindaco di Milano Letizia Moratti e personalità della cultura come lo scultore Arnaldo Pomodoro, lo scrittore Alberto Calasso, gli architetti Mario Botta e Gae Aulenti, il vignettista Giorgio Forattini e Inge Feltrinelli, l'immancabile Valeria Marini. A giudicare il tenore neozelandese Simon O’Neill, che interpreta il protagonista Siegmund, e la soprano Waltraud Meier nella parte di Sieglinde, ci sarà anche una discendente del grande compositore di Lipsia, Eva Wagner, direttrice del festival di Bayreuth. Le signore sfoggeranno abiti di noti stilisti, anche se la prediletta per la «prima», senza rivali da anni e anni, rimane Lella Curiel.

LA «PRIMA» PER TUTTI - Tutti i melomani che non si sono potuti permettere un biglietto (i prezzi andavano dai 50 euro della galleria ai duemila per la platea), quest’anno potranno assistere allo spettacolo di apertura della Scala in diretta su Rai5. La rappresentazione sarà proiettata anche in una novantina di sale cinematografiche italiane e in centinaia di sale digitali in tutto il mondo. Per gli addobbi floreali quest'anno i colori scelti sono il bianco e il verde. Quasi settemila i fiori che decoreranno il foyer e il palco reale. «È un addobbo floreale che richiama l'essenzialità e gli elementi della scenografia, ma anche la forza e drammaticità dell'opera» ha spiegato Anna Lucia Carbognin, presidente dell'Associazione dettaglianti fiori e piante della provincia di Milano. Sono quaranta i fioristi che, a titolo volontario, stanno preparando le composizioni con tremila rose bianche, 3.500 garofani bianchi e verdi, 200 anthurium, 100 ortensie oltre a mazzi di betulla sbiancata, arrivati da Sanremo e dall'Olanda.

L'INSERTO DEL «CORRIERE» - Martedì, in concomitanza con la prima della Scala - di scena Die Walküre di Richard Wagner diretta da Daniel Barenboim, regia di Guy Cassiers - il Corriere offrirà un inserto di 24 pagine sull'opera wagneriana e sulla prossima stagione d'opera e di balletto del teatro lirico milanese. «La Valchiria», basata su fonti mitologiche ed epiche germaniche e scandinave, è la seconda delle quattro opere che costituiscono la tetralogia «L’anello dei Nibelunghi» (assieme a «L’oro del Reno», «Sigfrido», «Il crepuscolo degli dei»). Fu rappresentata la prima volta il 26 giugno 1870 a Monaco di Baviera, mentre fu messa in scena all’interno dell’intera tetralogia per la prima volta il 14 agosto 1876 al teatro di Bayreuth.
 
http://www.corriere.it/

Itália: um país apático com uma população desiludida

Roma -  De alguma forma, a Itália resistiu à pior fase da crise econômica, apesar de uma taxa de crescimento menor do que outros países europeus e do desemprego elevado. No entanto, a população está pessimista e não confia em seus líderes, indica um estudo publicado hoje.

O relatório anual do Centro de Estudos de Investimentos Sociais (Censis), o instituto de pesquisas sócio-econômicas do país, afirma que apesar de algumas dificuldades terem sido parcialmente superadas, entre os italianos não há motivos para otimismo.

Uma Itália "esmagada" com dificuldades de retomar o crescimento, um inconsciente coletivo sem leis, desejos ou esperanças. É a análise implacável do Censis no 44º Relatório sobre a situação social do país em 2010, apresentado hoje em Roma pelo presidente deste centro de estudos, Giuseppe de Rita, e pelo seu diretor geral Giuseppe Roma.

Resistimos nos meses mais dramáticos da crise, diz o Censis, mas a questão agora é que, ainda que se retomasse a marcha do crescimento, nossa sociedade não teria nem vigor nem resistência para enfrentar os desafios futuros.

O Censis também registrou um "declínio paralelo da lei e do desejo. E como dizem, não existem atualmente na Itália autoridades que poderiam dar força à "lei", a "virtude civil" necessária para reativar a dinâmica de uma sociedade excessivamente apática para "voltar a desejar".

O Censis explica que as nossas referências elevadas e nobres (a herança do Ressurgimento, a laica primazia do Estado, a cultura da reforma) foram subjugadas e suplantadas pela decepção.

Já não conseguimos identificar um dispositivo que regule comportamentos básicos, atitudes e valores. Desta forma, se afirma uma "desregulamentação generalizada e preocupante" que desemboca em episódios de violência familiar, no bullying, no gosto apático por praticar crimes comuns, na tendência por prazeres sexuais fáceis, na busca por um excesso de estímulos externos que compense o vazio interior, na troca doentia de objetos para comprar e desfrutar, na busca louca por experiências que desafiem a morte (como o balconing).

"Somos uma sociedade perigosamente marcada pelo vazio, pois um ciclo histórico repleto de interesses e de conflitos sociais, está sendo substituído por um ciclo marcado pela anulação dos interesses e dos conflitos", revela o Censis.

Cada dia mais, segundo o centro de estudos, o desejo é enfraquecido pela apatia resultante da satisfação dos desejos incubados por décadas (da casa própria às férias), ou enfraquecido pela primazia da oferta de objetos nunca desejados (com crianças forçadas a desfrutar brinquedos nunca pedidos e adultos que já estão no sexto modelo de celular). Assim, no inconsciente, falta hoje a matéria-prima sobre a qual trabalhar, isto é, o desejo.

Para vencer o niilismo da indiferença generalizada, para o Censis é preciso voltar a desejar. E atualmente existem três processos em que é possível reconhecer as sementes do desejo: o aumento de comportamentos "apátridas" vinculados ao primado da competitividade internacional (os empresários e os jovens que trabalham no exterior), os novos padrões de representação no mundo das empresas e a lenta formação de um tecido federalista, uma propensão em criar comunidades em locais feitos sob medida para o homem (vilarejos ou cidades pequenas).

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Mundial da Russia também é mérito italiano, diz Berlusconi

Roma -  O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, comentou  que seu país tem uma parte do mérito na designação da Rússia para a sede da Copa do Mundo de 2018.

"Uma pequena parte do mérito corresponde a nós, nós trabalhamos com a Rússia tratando de convencer nossos amigos" para que votassem no país do Leste Europeu, revelou o premier na cidade de Sochi, na província russa de Krasnodar, onde está em visita oficial.

Uma fonte da Chancelaria russa, citada pela agência de notícias Itar-Tass, afirmou hoje que é possível que os torcedores que queiram ir ao país para assistir aos jogos do Mundial da Rússia não precisem de visto de entrada.

"A legislação russa prevê a possibilidade de entrar no país sem o visto de entrada para os cidadãos estrangeiros que assistem a eventos internacionais, e a mesma norma pode ser aplicada aos torcedores que quiserem acompanhar as partidas de futebol da Copa do Mundo de 2018", explicou a fonte.

"Todavia, é necessário um decreto presidencial que servirá para regulamentar esta exceção", acrescentou.

O comitê Executivo da Federação Internacional de Futebol (FIFA) anunciou ontem que a Rússia sediará e organizará o Mundial de 2018, enquanto o Qatar será o anfitrião do campeonato mundial de 2022. A nação de Vladimir Putin concorria com as candidaturas da Inglaterra, a conjunta de Portugal-Espanha e Holanda-Bélgica.

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quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Wikileaks, mandato d'arresto internazionale per Assange

WASHINGTON - ''Non abbiamo amico migliore. Nessuno sostiene l'amministrazione americana con la stessa coerenza con la quale in questi anni Berlusconi ha sostenuto le amministrazioni Bush, Clinton e Obama''. Lo afferma il segretario di Stato americano, Hillary Clinton, rivolgendosi al presidente del Consiglio, Silvio Berlusconi, al termine di un colloquio durato piu' di mezz'ora a margine del vertice Osce in corso ad Astana, in Kazakhstan. Sui contenuti del colloquio non e' trapelato nulla, probabile che si siano affrontati temi della collaborazione tra Italia e Stati Uniti, in particolare dopo alcune rivelazioni riportate da Wikileaks relative al Premier.

MANDATO D'ARRESTO INTERNAZIONALE PER ASSANGE - L'Interpol ha annunciato di aver emesso un mandato d'arresto internazionale per Julian Assange, fondatore di Wikileaks, ricercato dalla Svezia nel quadro di un'inchiesta per "stupro ed aggressione sessuale".

L'Interpol ha reso noto di aver emesso un "avviso rosso" (red notice, mandato di cattura internazionale) per Assange, su richiesta della Svezia. La notizia è stata anche confermata alla France Presse da un portavoce dell'organizzazione internazionale di polizia. La "richiesta di arresto ai fini dell'estradizione" era stata ricevuta il 20 novembre, inviata dalla Svezia. Gli 'avvisi rossi' vanno ai 188 paesi che aderiscono all'Interpol, tra cui la Gran Bretagna, dove si ritiene risieda il 39enne australiano. Il 18 novembre, la giustizia svedese aveva emesso un mandato di cattura per Assange, che voleva interrogare, "sulla base di ragionevoli sospetti di stupro, aggressione sessuale e coercizione". I fatti contestati risalirebbero allo scorso agosto. Assange aveva fatto ricorso, ma il mandato era stato confermato da una corte d'appello. Oggi i suoi legali avevano portato l'appello alla Corte suprema di Stoccolma. L'indagine nasce da due incontri avuto con altrettante donne durante la sua visita in agosto in Svezia, dove l'ex avvocato aveva intenzione di far richiesta di residenza, con l'obiettivo di avere la tutela delle leggi svedesi sulla libertà di stampa per il suo sito Wikileaks. Secondo informazioni emerse in Svezia, le donne avrebbero raccontato che gli incontri sessuali, iniziati come consensuali, si erano trasformati in violenza. Assange ha respinto le accuse, lasciando intendere che le denunce sono il risultato di una campagna di fango orchestrata dagli Usa contro Wikileaks.

NON SI FERMA TERREMOTO WIKILEAKS - Non si ferma il terremoto Wikileaks, con il creatore del sito Julian Assange che ora promette rivelazioni scottanti sulle banche e attacca il segretario di Stato Hillary Clinton sulla presunta attività spionistica contro funzionari stranieri all'Onu: se sarà dimostrato che è stata lei a dare l'ordine - dice - si dovrebbe dimettere.

''Ho i file riservati di una grande banca americana, li pubblico all'inizio dell'anno'', ha detto Assange al mensile americano Forbes, in un'intervista realizzata a Londra l'11 novembre scorso. Assange rivela di avere pronti altri documenti scottanti: ''Ho anche file della Russia, ma per ora non li pubblico'' ha detto. Intende pubblicare invece quelli di ''una grande banca americana''. Media americani hanno precisato che nel 2009 lo stesso Assange aveva dichiarato in un'altra intervista di essere in possesso di un hard drive di un manager della Bank of America. La Banca ha gia' smentito, precisando di non avere ''alcuna prova'' che Wikileaks sia in possesso dell'hard drive in questione.

Tuttavia Assange l'11 novembre scorso aveva detto a Forbes: ''All'inizio del prossimo anno una grande banca si trovera' rivoltata come un calzino. Decine di migliaia di suoi documenti verranno pubblicati su Wikileaks, al di la' delle richieste dei manager o altri avvertimenti''. "E' una grande banca americana?", ha chiesto Forbes ad Assange. ''Si'. Non vi diro' di piu'''. Ha aggiunto solo che la nuova pubblicazione ''esporra' i livelli esecutivi in un modo tale da stimolare indagini e riforme. Immagino''

Assange ha detto di volerlo fare per motivi etici. ''Non sono uno anti-sistema. Incasellarmi in una categoria economica o filosofica non sarebbe corretto...Ho abbastanza conoscenza della politica e della storia per sapere che il libero mercato rischia di finire in una situazione di monopolio se non si lavora per mantenerlo libero. Wikileaks e' nato con lo scopo di rendere il capitalismo piu' libero e etico''.

Assange ha parlato anche con la rivista Time: il fondatore di Wikileaks sostiene che alla luce degli ultimi documenti emersi il segretario di Stato americano, Hillary Clinton, dovrebbe dimettersi. "Se può essere dimostrato che lei è responsabile dell'ordine dato a funzionari diplomatici americani di spiare all'interno delle Nazioni Unite, in violazione dei patti internazionali firmati anche dagli Stati Uniti, allora sì, lei dovrebbe dimettersi".

Dall'altra parte dell'oceano, intanto, Le Monde ha passato al setaccio documenti di interesse francese, da cui emerge l'ammirazione di Nicolas Sarkozy per l'ex presidente George W.Bush. Sedici mesi prima del voto presidenziale, il primo agosto del 2005, Sarko incontra l'ambasciatore Usa Craig Stapleton e il consigliere economico di Bush, Allan Hubbard, esprimendo ''la sua ammirazione per il presidente Bush''. L'allora ministro dell'Interno francese non esita a criticare la posizione diplomatica della Francia sull'Iraq. ''Sarkozy si e' lamentato delle controverse relazioni tra gli Usa e la Francia in questi ultimi anni - scrive il diplomatico - affermando che il ricorso di Chirac e Villepin al veto della Francia al consiglio di sicurezza (dell'Onu,ndr) contro gli Usa nel febbraio 2002 (sull'invasione in Iraq,ndr) e' qualcosa che lui non avrebbe mai fatto, una reazione ingiustificata ed eccessiva''.

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Frattini apoia pedido de prisão Assange

Roma - O chanceler italiano Franco Frattini expressou hoje seu apoio ao mandado de prisão internacional anunciado pela Polícia Internacional, a Interpol, contra Julian Assange, fundador do site WikiLeaks, por acusações de estupro e abusos sexuais na Suécia.

"Acredito que seja a coisa certa. Espero que ele seja capturado logo e que seja interrogado", comentou o ministro das Relações Exteriores da Itália.

O "pedido de prisão com fim de extradição", anunciado hoje pela Interpol, foi recebido pela instituição em 20 de novembro, enviado pela Suécia.

O "alerta vermelho" foi encaminhado aos 188 países que aderem à Polícia Internacional, entre eles a Grã-Bretanha, onde se acredita que Assange esteja vivendo.

Ele é acusado de estuprar duas mulheres na Suécia, para onde planejava se mudar. Assange queria ter o apoio das leis do país sobre liberdade de imprensa para manter o WikiLeaks.

Hoje seu advogado levou um apelo à Justiça de Estocolmo. O dono do WikiLeaks nega as acusações e insinua que elas são uma campanha coordenada pelos Estados Unidos contra ele por causa do site.
 

Novo desabamento em sítio arqueológico de Pompeia

Um novo desabamento ocorreu dia 30 nas ruínas arqueológicas de Pompeia, onde desta vez caiu um muro no jardim da Casa do Moralista, informaram fontes locais.

A casa atingida está perto da Schola Armaturarum, que desabou em 6 de novembro passado.

O ministro dos Bens Culturais, Sandro Bondi, minimizou os danos, ao comentar este novo incidente e disse que é preciso "evitar alarmismos desnecessários", acrescentando que "a situação em Pompeia está sendo continuamente monitorada por técnicos da superintendência".

Segundo o ministro, a queda não atingiu "obras de relevância ou valor histórico, artístico ou arqueológico".

Nos muros que cercam o jardim da Casa do Moralista o proprietário havia escrito frases "moralizadoras" dirigidas a quem o encontrasse.

Arqueólogos e técnicos, além do diretor do sítio, Antonio Varone, fizeram hoje (30) uma vistoria deste novo desabamento nos tesouros de Pompeia.
 
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EUA não tem amigo melhor que o Berlusconi, diz Clinton

Roma - O primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, se reuniu hoje à margem da cúpula da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) no Cazaquistão, com a Secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, que confirmou as ótimas relações entre os dois países, após revelações divulgadas esta semana sobre o premier italiano pelo site WikiLeaks.

"Não temos amigo melhor. Ninguém defende a administração norte-americana com a mesma coerência com a qual nestes anos o Berlusconi defendeu as administrações de [George W.] Bush, [Bill] Clinton e [Barack] Obama", disse a Secretária de Estado.

A Hillary Clinton afirmou que "as administrações norte-americanas, democráticas e republicanas, sabem que podem contar com o primeiro-ministro para realizar políticas que defendam os valores que compartilhamos".

O "Berlusconi garantiu no Afeganistão uma defesa generosa e trabalhou na Europa com [o presidente da França, Nikolas] Sarkozy para a estabilização da Geórgia", destacou a funcionária dos Estados Unidos.

O encontro bilateral teria sido solicitado pela Secretária de Estado norte-americana e acredita-se que tenham sido discutidas algumas das revelações do site WikiLeaks sobre o premier italiano.

Já na sua intervenção na reunião da OSCE o Berlusconi afirmou que "é importante que exista uma colaboração entre a OSCE e a OTAN" com o objetivo de enfrentar "os desafios globais que todos já conhecemos: o terrorismo, o crime organizado, os ataques cibernéticos, a exploração de seres humanos, o tráfico internacional de drogas".

A 7ª Cúpula da OSCE que acontece em Astana, capital do Cazaquistão, é a primeira em onze anos e reúne líderes dos 56 países membros da Organização e tem como objetivo tratar a segurança global.
 

Calendário Pirelli o mito da beleza

Divindades, heróis e mitos são os protagonistas em 2011 do Calendário Pirelli, que volta a propor a beleza das raízes da civilização clássica.

O trabalho de Karl Lagerfeld, a quem foi confiada a 38ª edição, foi apresentado em Moscou em estreia mundial e se intitula 'Mythology'.

"É necessário retornar a uma certa beleza disciplinada da Antiguidade - comenta o estilista alemão - e eu adoro as deusas porque foram as primeiras mulheres liberadas, que tinham direito a tudo. Os deuses e as musas são feministas".

Há 21 protagonistas: 15 modelos (entre as quais as italianas Bianca Balti e Elisa Sednaoui), 5 presenças masculinas e a atriz americana Julianne Moore.

Em 36 fotos em preto e branco, Lagerfeld propõe uma representação ideal e imortal da beleza: "A atualidade da mitologia está no amor pela juventude, no culto ao corpo, na aceitação do desejo sem o castigo divino e na homenagem permanente à Mãe Natureza", comenta Lagerfeld para explicar o 'conceito' de seu trabalho.
 
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